Quando cobrar manutenção do inquilino ou do proprietário?

No universo da locação de imóveis, uma das dúvidas mais comuns entre corretores, imobiliárias e proprietários é sobre a responsabilidade de manutenção. Afinal, quem deve pagar por uma pia entupida, um vazamento no telhado ou uma pintura descascada? O inquilino ou o proprietário?

Saber identificar corretamente essas responsabilidades é fundamental para garantir a segurança imobiliária, evitar conflitos e manter a relação entre as partes equilibrada e profissional. Neste artigo, vamos explicar em detalhes quando cobrar manutenção do inquilino ou do proprietário, com base em boas práticas do mercado e respaldo legal.


  1. Entendendo a responsabilidade de manutenção em contratos de locação
  2. Manutenções de responsabilidade do proprietário
    1. Exemplos comuns:
    2. Dica prática:
  3. Manutenções de responsabilidade do inquilino
    1. Exemplos práticos:
    2. Por que isso é importante?
  4. Como evitar disputas sobre manutenção na locação?
    1. 1. Faça uma vistoria inicial detalhada
    2. 2. Utilize cláusulas objetivas no contrato
    3. 3. Mantenha um canal de comunicação ativo
  5. E quando a responsabilidade é compartilhada?
  6. O que diz a Lei do Inquilinato sobre responsabilidade de manutenção?
  7. Resumo rápido: quem paga o quê?
  8. Conclusão: a responsabilidade de manutenção bem definida evita prejuízos
  9. Quer aprender como aplicar esse tipo de cláusula com segurança e agilidade?

Entendendo a responsabilidade de manutenção em contratos de locação

No contrato de locação, as responsabilidades de manutenção devem ser divididas com clareza para que tanto o inquilino quanto o proprietário saibam exatamente o que lhes cabe. Essa divisão evita ruídos na comunicação, inadimplência indireta (por não executar reparos obrigatórios) e conflitos legais.

A boa notícia é que a maioria dos problemas pode ser resolvida com cláusulas bem redigidas e o apoio de uma imobiliária ou gestor experiente.


Manutenções de responsabilidade do proprietário

O proprietário é responsável pelas manutenções estruturais do imóvel e por aquelas que já existiam antes da locação. Em geral, são questões que exigem investimentos maiores e estão relacionadas à segurança e à habitabilidade do imóvel.

Exemplos comuns:

  • Vazamentos internos ou infiltrações estruturais;
  • Problemas na rede elétrica ou hidráulica da edificação;
  • Telhado danificado;
  • Estrutura comprometida (rachaduras, trincas em vigas ou paredes);
  • Reparos em portas e janelas que já apresentavam defeitos no momento da entrada do inquilino;
  • Troca de revestimentos que já estavam danificados;
  • Pintura geral caso o imóvel não tenha sido entregue em boas condições.

Dica prática:

Inclua uma cláusula clara no contrato determinando que o proprietário se responsabiliza por reparos estruturais e por problemas pré-existentes.


Manutenções de responsabilidade do inquilino

Já o inquilino deve cuidar da manutenção decorrente do uso comum diário. São tarefas de conservação e cuidados regulares com o imóvel, que garantem seu bom estado durante a permanência no local.

Exemplos práticos:

  • Troca de lâmpadas queimadas;
  • Pia ou vaso sanitário entupidos por mau uso;
  • Substituição de resistências de chuveiro;
  • Limpeza e desobstrução de ralos e calhas;
  • Pequenos reparos decorrentes do uso (ex: dobradiça de armário);
  • Cuidados com jardim, quintal ou varanda.

Por que isso é importante?

A omissão do inquilino em realizar essas manutenções pode acelerar o desgaste do imóvel e gerar conflitos desnecessários na devolução.


Como evitar disputas sobre manutenção na locação?

Uma boa gestão de contratos e a clareza nas cláusulas evitam dores de cabeça. Aqui vão algumas dicas essenciais:

1. Faça uma vistoria inicial detalhada

  • Registre fotos e vídeos;
  • Descreva o estado de todos os cômodos e instalações;
  • Anexe o laudo ao contrato e peça assinatura das partes.

2. Utilize cláusulas objetivas no contrato

Evite termos vagos. Exemplo de cláusula eficaz:

“O inquilino se compromete a realizar a manutenção rotineira do imóvel, incluindo itens de uso comum, como lâmpadas, torneiras, ralos e limpeza. O proprietário será responsável por eventuais reparos estruturais e vícios ocultos existentes antes da locação.”

3. Mantenha um canal de comunicação ativo

A imobiliária ou o corretor de imóveis deve acompanhar possíveis solicitações de reparo e orientar ambas as partes de forma imparcial.


E quando a responsabilidade é compartilhada?

Há situações em que tanto o inquilino quanto o proprietário devem agir juntos. Isso geralmente ocorre quando:

  • O problema surgiu durante o uso, mas se agravou por omissão do proprietário;
  • O defeito foi causado por mau uso, mas afeta a estrutura do imóvel;
  • Um reparo emergencial precisa ser feito, e o inquilino paga primeiro para depois ser reembolsado.

Nesses casos, o contrato deve prever mecanismos de reembolso, prazos de resposta e responsabilidades cruzadas. A atuação da imobiliária é fundamental para mediar e resolver o impasse com rapidez.


O que diz a Lei do Inquilinato sobre responsabilidade de manutenção?

A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91) deixa claro que:

  • Art. 22: é dever do locador entregar o imóvel em condições de uso e responder por vícios ou defeitos anteriores à locação.
  • Art. 23: cabe ao locatário zelar pelo imóvel, realizando pequenos reparos decorrentes do uso normal.

Ou seja: a legislação já determina uma divisão, mas o contrato pode (e deve) detalhar os limites de cada parte.


Resumo rápido: quem paga o quê?

Tipo de manutençãoResponsável
Estrutura, telhado, rede elétrica antigaProprietário
Vazamento em cano estruturalProprietário
Pintura malfeita na entregaProprietário
Lâmpada, torneira, ralo entupidoInquilino
Manutenção de jardim ou varandaInquilino
Chuveiro queimado por usoInquilino
Problemas causados por uso incorretoInquilino

Conclusão: a responsabilidade de manutenção bem definida evita prejuízos

Saber quando cobrar manutenção do inquilino ou do proprietário é um dos pilares da boa gestão imobiliária. Com um contrato bem estruturado, vistorias completas e comunicação clara, é possível evitar conflitos, reduzir a inadimplência e proteger o imóvel com eficiência.

A responsabilidade de manutenção deve ser vista como um componente estratégico do contrato — não apenas uma cláusula obrigatória.


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